quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Santa Bárbara 04/12/2014

 
 
 
 
 
 
Filha de pais pagãos, Bárbara aprendeu a amar a Deus observando a natureza, o céu, o sol, as estrelas e todas as maravilhas da terra.
Bárbara nasceu na Nicomédia, Bitínia, atual Turquia. Num lar pagão, desde pequena participava dos cultos e homenagens aos deuses. A menina cresceu bela e inteligente e aprendeu os valores cristãos a ponto de apegar-se a eles com toda a força da alma. Assim, instruída no cristianismo às escondidas, recebeu o batismo.
Mas chegou o dia em que seu pai tomou conhecimento disso. A princípio, tentou persuadi-la a voltar aos valores pagãos com argúcia e artimanhas. O tempo foi passando e nada de Bárbara render-se. As pressões sobre ela aumentaram e a sua desobediência também. Até que, um dia, o pai a agrediu fisicamente, com castigos severos. Bárbara resolveu fugir de suas mãos e escondeu-se numa gruta. Foi encontrada por dois pastores e entregue ao pai, que a maltratou, novamente, de maneira terrível. Estava apenas começando o seu sofrimento e martírio. Nada conseguindo, o pai a entregou ao governador romano Marciano. Impressionado com a beleza da jovem, o governante, a princípio, evitou maltratá-la. Tentou a tática da conquista, não somente para sua religião como também para si. Nada conseguiu e a jovem começou a ser flagelada sadicamente, várias horas seguidas, durante dias inteiros. Conta-se que jamais se ouviu uma queixa ou lamento.
Segundo a tradição, Bárbara era confortada e tratada à noite por um anjo, de tal modo que no dia seguinte se apresentava a Marciano como se nada lhe tivesse acontecido durante o dia anterior. Tanto foi seu sofrimento que uma outra jovem cristã se ofereceu para tomar o seu lugar. Tinha vinte anos de idade e seu nome era Emiliana. Não conseguiu substituí-la, sendo depois morta no mesmo dia que ela. Nessa ocasião, foi seu próprio pai que lhe serviu de carrasco. O golpe da espada paterna fez rolar sua cabeça e nesse instante foi fulminado por um raio que caiu sobre ele. Tudo isso transcorreu no século. Por isso, até hoje, santa Bárbara é invocada a proteger seus devotos durante as grandes tempestades de raios e trovões. A cristandade do mundo todo a homenageia com a escolha do nome no batismo, também emprestado para várias cidades que a têm como padroeira. A sua tradicional festa acontece no dia 4 de dezembro.
 
 

São francisco Xavier 03/12/2014


   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Francisco Xavier nunca pisou no Brasil. Como explicar, então, sua imagem na Catedral
Basílica de Salvador, carregando uma criança negra, e vestido com motivos orientais?
Por volta de 1745, foram erigidas duas capelas laterais na então chamada Igreja dos Jesuítas. As duas ocupavam a nave, uma em frente à outra, e o arco era decorado com pinturas. De autoria provável de Francisco Coelho, irmão do colégio jesuítico baiano, elas homenageavam a vida de dois santos: à direita do altar central, Santo Inácio de Loyola, à esquerda, São Francisco Xavier. Santos máximos da Companhia, os dois jesuítas tinham sido canonizados no mesmo ano, 1622. Enquanto Loyola era o fundador da ordem, Xavier era o modelo máximo do missionário, traduzindo na sua figura os ideais da missão que marcavam a Sociedade de Jesus: abnegação, trabalho, conversão, milagres, martírio.
Um dos modos mais eficazes de propagar essas ideias era por meio das imagens. Os episódios da biografia de São Francisco Xavier eram traduzidos em óleos, afrescos, gravuras e desenhos. Circulavam em livros, panfletos e folhetos. Ornavam as igrejas dos jesuítas em Roma, Goa, México, Luanda, Lisboa. Em Salvador, ganharam destaque porque, além de exemplo de missionário jesuíta, o santo era desde 1686 o padroeiro da então capital do Estado do Brasil. Suas imagens, em um altar monumental como esse, integravam os esforços para disseminar a devoção ao santo. Simbolizavam a união entre a Companhia e o Reino, entre a Igreja e a Monarquia.
A vida de São Francisco Xavier (1506-1552) transcorreu entre a Europa e o Oriente. Missionário na Índia, em Malaca (Malásia), nas Molucas (Indonésia), na China e no Japão, sua biografia traduziu-se na possibilidade da conversão dos gentios. Os episódios emblemáticos de sua vida, escolhidos a dedo pelos biógrafos e narrados em tinta e buril pelos pintores e gravadores, deviam servir para inspirar e educar qualquer fiel ou converter qualquer gentio no Império português. As cenas selecionadas, em geral, narram sua preparação para a ordenação, a viagem ao Oriente – repleta de visões e sonhos proféticos – os tormentos sofridos e superados com a ajuda de milagres, o trabalho missionário e o combate ao gentilismo na Ásia – confirmando as profecias e corroborando os milagres. A consagração da sua vida de sofrimento e dedicação culmina na morte, quase um martírio, na costa chinesa, e prossegue com a devoção e as maravilhas feitas pelo depois santo. Esse percurso, condensado em algumas dezenas de cenas, sintetizava não só a vida de Xavier, mas os princípios do que deveria ser uma vida cristã segundo os jesuítas.
A pintura do painel da Igreja Jesuíta em Salvador inspirou-se em um sonho recorrente de São Francisco Xavier: ele se via carregando um gigantesco “índio negro como os da Etiópia” e, ao acordar, estava com o corpo dolorido e cansado, como se tivesse mesmo suportado o peso. Aquela imagem seria a revelação de sua luta pela conversão dos gentios. A figura do índio representa as Índias, como se chamavam as possessões asiáticas dos portugueses. Difundido por diversos biógrafos, a partir do relato do padre Diego Lainez, o sonho ganhou melhor forma escrita pelo jesuíta português João de Lucena, na primeira grande hagiografia (biografia de santo) de Xavier, impressa em 1600, antes mesmo de sua canonização. Foi a partir dela que o sonho foi vertido da letra para as tintas.
A primeira pintura conhecida do sonho foi realizada por Anthony Van Dyck em 1622, em ocasião das festas de canonização, e disposta na Igreja dos Jesuítas em Roma, Il Gesù, templo central da Ordem. Nesse óleo, o “índio negro, etíope” tinha características de uma figura indiana, semelhante a um brâmane. Era sustentada por Xavier num detalhe na esquerda inferior do quadro, cujo centro era a figura do santo sendo coroado com uma grinalda de flores trazida por querubins. Na segunda metade do século XVII, esse “índio” asiático transformou-se numa figura ameríndia, de pele avermelhada, portando cocar, vestindo saiote de plumas. Assim foi retratado, em 1694, pelo pintor polonês Jakob Potcka no afresco da Igreja de Mindelheim, na Bavária, região de forte devoção ao santo jesuíta. Nele, aparecia também representado como um africano, mas trajado com plumas, cocares, tal qual se retratavam os índios americanos. Esse “índio etíope” figurava em gravuras de meados séc. XVII até o final do séc. XVIII, retomadas num sonho de Xavier pintado em 1720 por Antonio de Torres, na Casa Professa da Cidade do México.
Mas a representação que está na atual Catedral Basílica de Salvador, produzida no século XVIII, ganhou outros contornos. No lugar do gigantesco índio, ou de um homem em vestes brâmanes, Xavier carrega uma figura quase púbere, negra, de cabelo crespo e vestido com um traje listrado. Se antes foi “índio etíope”, indiano e ainda ameríndio, o que aparece no painel de Salvador é um garoto negro. Remissão ao “negro como etíope”, da versão do português João Lucena? Pode ser, pois os africanos escravizados no Brasil eram chamados de etíopes. Mas não parecia um índio negro (como em gravuras e pinturas dos séculos XVII e XVIII), pois estava vestido de modo similar às representações dos escravos que circulavam à época.
Xavier também é retratado de maneira diferente da usual: a barba permanece, mas a tonsura (corte tradicional das ordens religiosas), se existe, está escondida sob um chapéu volumoso, não muito comum (embora não inédito) na iconografia do personagem. A imagem remete a outro jesuíta que esteve na China, Matteo Ricci (1552-1610), que conhecia a língua chinesa, ao contrário de Xavier, que nunca aprendeu nenhuma língua asiática. Pelo seu conhecimento e pelo esforço de traduzir o cristianismo para o chinês, Ricci era representado em vestes orientais, que de fato adotara para ser aceito e converter a China de dentro. Nas gravuras que o retratam, os trajes à maneira asiática são completados por um chapéu, muito similar ao usado pelo Xavier da igreja de Salvador.
O menino negro tem relação com o relato de Lainez (narrado por Lucena), mas sua roupa lembra a dos escravos “etíopes”, cujo trabalho ajudava a sustentar o Brasil. As vestes negras e a barba de Xavier são similares ao hábito da Ordem, fazendo com que qualquer jesuíta que se vestisse assim pudesse se identificar (e ser identificado). O chapéu oriental, por sua vez, pode indicar um lugar específico do seu trabalho missionário. Ao misturar esses elementos, o autor da imagem talvez buscasse traduzir um esforço dos jesuítas em transformar São Francisco Xavier em exemplo missionário também para as Índias Ocidentais. Afinal, seus milagres faziam dele o “peregrino com as mesmas maravilhas na América” que havia sido na Ásia, nas palavras do padre Antônio Vieira (1608-1697). Afirmou isto no oitavo sermão de um volume com 15 prédicas dedicadas exclusivamente ao santo. Ao longo dos sermões, Vieira buscou frisar que, embora tivesse nascido no reino de Navarra (região entre Espanha e França), Xavier era português de espírito (e de devoção). Esses sermões, mesmo nunca pregados, foram impressos em 1694 para responder a uma encomenda da rainha portuguesa, Maria Sofia de Neuburgo, devota de Xavier, como aliás toda a casa dos Bragança.
Desde o século XVI era estreita a ligação entre a figura de Xavier e a coroa portuguesa, fortalecida no século seguinte. Tanto a trajetória do jesuíta – que partira de Portugal para o Oriente com a bênção de João III – quanto sua devoção – vinculada a eventos importantes do reino, como a Restauração de 1640 – eram associadas à expansão dos domínios portugueses e à conquista do Oriente. Por meio da conversão dos gentios, os jesuítas serviam ao Império Português, o que ajuda a compreender a utilização dos dois signos não usuais (o garoto negro e o chapéu oriental) na mesma imagem.
Alçado a padroeiro da cidade de Salvador, São Francisco Xavier era ao mesmo tempo santo de Portugal e de seus domínios, e exemplo da ação jesuíta nos espaços ultramarinos lusitanos. Sua imagem na Igreja dos Jesuítas foi um transplante do apóstolo do Oriente para o Ocidente americano, sem perder de vista a unidade da missão e do Império: em trajes asiáticos, sustentando um africano, numa igreja americana, na capital do Brasil

 
Texto - Internet
 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Nossa Senhora das Graças 27/11/2014


 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


Um dos mais valiosos presentes da Santíssima Virgem para a humanidade, foi dado no dia 27 de novembro de 1830, por meio de Santa Catarina Labouré, humilde freira da Congregação das Filhas da Caridade. Isto foi na Rua De Lubac, no centro de Paris, na Capela da Medalha Milagrosa.

Nesse dia, segundo relata a Vidente, Nossa Senhora apareceu-lhe mostrando nos dedos anéis incrustados de belíssimas pedras preciosas, “lançando raios para todos os lados, cada qual mais belo que o outro”.

Em seguida, formou-se em torno da Virgem uma moldura ovalada no alto da qual estavam escritas em letras de ouro as seguintes palavras, a bela jaculatória:

“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.
Esta foi uma prova do céu de que Nossa Senhora é Imaculada, concebida sem pecado original; vinte e quatro anos depois o Papa Pio IX proclamava solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria no dia 8 de dezembro de 1854; e quatro anos após Nossa Senhora aparece em Lourdes e diz a Santa Bernadete: “Eu Sou a Imaculada Conceição”. Quantas provas de sua Imaculada Conceição!

A Virgem apareceu sobre um Globo, a Terra, pisando a cabeça da Serpente e segurando nas mãos um globo menor, oferecendo-o a Deus, num gesto de súplica. E diz a Santa Catarina: “Este globo representa o mundo inteiro e cada pessoa em particular”. De repente, o globo desapareceu  e suas mãos se estenderam suavemente, derramando sobre o globo brilhantes raios de luz. E Santa Catarina ouviu uma voz que lhe dizia:

“Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todos os que a usarem, trazendo-a ao pescoço, receberão grandes graças. Estas serão abundantes para aqueles que a usarem com confiança.” Em 1832, uma violenta epidemia de cólera assolou a cidade de Paris. Foram, então, cunhados os primeiros exemplares da medalha, logo distribuídos aos doentes. À vista das graças extraordinárias e numerosas obtidas por meio dessa medalha, o povo p´-passou a chamá-la de Medalha Milagrosa. Em pouco tempo, essa devoção difundiu-se pelo mundo inteiro, e foi enriquecida com a composição de uma Novena.

Nossa Senhora foi a única criatura que nunca ofendeu a Deus, por isso o Anjo a chama de “cheia de Graça”; assim, ela encanta o coração de Deus e Este lhe atende todas as súplicas como nos mostra as Bodas de Caná da Galiléia. Se os nossos pecados dificultam a nossa comunhão com Deus e nos impedem de obter suas graças, isto não ocorre com Nossa Senhora, então, como boa Mãe, ela se põe como nossa magnífica intercessora.

Mais do que em outros dias, hoje é dia de Graças; peça tudo o que desejar a Nossa Senhora das Graças e já comece a agradecer; pois, se for para o seu bem, Deus lhe concederá pelas mãos benditas de Sua Mãe querida. Afinal, ela é a Filha predileta do Pai, a Esposa bendita do Espírito Santo e a Mãe Santa do Filho de Deus. O que ela não consegue de Deus?

Prof. Felipe Aquino

  1.  

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

São Casimiro 04/03/2014





São Casimiro

Uma caridade quase inacreditável, não fingida mas sincera, inflamava o coração de Casimiro no amor de Deus todo-poderoso, pela ação do Espírito divino. E de tal modo este amor transbordava espontaneamente para com o próximo, que não havia alegria maior, nada lhe era tão agradável quanto dar o que era seu e entregar-se inteiramente aos pobres de Cristo, aos peregrinos, aos doentes, aos prisioneiros e aos sofredores.
Para as viúvas, órfãos e oprimidos não era apenas tutor e defensor: era pai, filho e irmão.
Seria necessário escrever uma longa história, se quiséssemos narrar uma por uma as obras de caridade com que demonstrava seu amor para com Deus e os homens.
Dificilmente se poderá descrever ou imaginar o seu amor pela justiça, a sua temperança, a sua prudência, a sua constância e fortaleza de ânimo. E tudo isso, justamente naquela idade da juventude em que os homens costumam ser mais impetuosos e inclinados para o mal.
Lembrava diariamente ao pai o dever de governar com justiça o reino e povos que lhe estavam submetidos. E se, às vezes, ocorria que, por descuido ou fraqueza humana, alguma coisa era negligenciada no governo, nunca deixava de chamar com delicadeza a atenção do rei.
Abraçava e defendia como suas as causas dos pobres e infelizes; por isso o povo se pôs a chamá-lo “defensor dos pobres”. Apesar de filho do rei e de ascendência nobre, nunca se mostrou orgulhoso, no trato ou nas palavras, com qualquer pessoa, por mais humilde e pequena que fosse.
Sempre preferiu estar no meio dos humildes e pobres de coração – dos quais é o reino dos céus – a se ver entre os ilustres e poderosos deste mundo. Nunca ambicionou nem aceitou o poder, mesmo quando o pai lhe ofereceu. Temia, na verdade, que seu ânimo fosse ferido pelo aguilhão das riquezas, que nosso Senhor Jesus Cristo chamava de espinhos, ou pudesse ser contaminado pelo contágio das coisas terrenas.
Todos os de casa, seus camareiros e secretários, homens de grande valor, dos quais alguns ainda vivem, que o conheciam por dentro e por fora, afirmam e testemunham que ele viveu e se conservou virgem até o fim de seus dias.
Responsório Eclo 29,14; 1Tm 6,11b
R. Põe tua riqueza nos preceitos do Altíssimo,
* E te será mais proveitoso do que o ouro.

Oração
Ó Deus todo-poderoso, a quem servir é reinar, dai-nos, pela intercessão de São Casimiro, a graça de vos servir com retidão e santidade. Por nosso Senhor, Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

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11 de Novembro - São Martinho de Tours (Bispo)
 
"Senhor, se o vosso povo precisa de mim, não vou fugir do trabalho. Seja feita a vossa vontade", dizia Martinho, bispo de Tours, aos oitenta e um anos de idade. Ele despertou para a fé quando ainda menino e depois, mesmo soldado da cavalaria do exército romano, jamais abandonou os ensinamentos de Cristo. A sua vida foi uma verdadeira cruzada contra os pagãos e em favor do cristianismo. Quatro mil igrejas dedicadas a ele na França, e o seu nome dado a milhares de localidades, povoados e vilas; como em toda a Europa, nas Américas. Enfim, em todos os países do mundo.                
Martinho nasceu na Hungria, antiga Panônia, por volta do ano 316, e pertencia a uma família pagã. Seu pai era comandante do exército romano. Por curiosidade começou a freqüentar uma Igreja cristã, ainda criança, sendo instruído na doutrina cristã, porém sem receber o batismo. Ao atingir a adolescência, para tê-lo mais à sua volta, seu pai o alistou na cavalaria do exército imperial. Mas se o intuito do pai era afastá-lo da Igreja, o resultado foi inverso, pois Martinho continuava praticando os ensinamentos cristãos, principalmente a caridade. Depois, foi destinado a prestar serviço na Gália, atual França.         
Foi nessa época que ocorreu o famoso episódio do manto. Um dia, um mendigo que tiritava de frio pediu-lhe esmola e, como não tinha, o cavalariano cortou seu próprio manto com a espada, dando metade ao pedinte. Durante a noite, o próprio Jesus apareceu-lhe em sonho usando o pedaço de manta que dera ao mendigo e agradeceu a Martinho por tê-lo aquecido no frio. Dessa noite em diante, ele decidiu que deixaria as fileiras militares para dedicar-se à religião. Com vinte e dois anos, já estava batizado, provavelmente pelo bispo de Amiens, afastado da vida da Corte e do exército. Tornou-se monge e discípulo do famoso bispo de Poitiers, santo Hilário, que o ordenou diácono. Mais tarde, quando voltou do exílio, em 360, doou a Martinho um terreno em Ligugé, a doze quilômetros de Poitiers. Lá, Martinho fundou uma comunidade de monges. Mas logo eram tantos jovens religiosos que buscavam sua orientação que Martinho construiu o primeiro mosteiro da França e da Europa ocidental.   
No Ocidente, ao contrário do Oriente, os monges podiam exercer o sacerdócio para que se tornassem apóstolos na evangelização. Martinho liderou, então, a conversão de muitos e muitos habitantes da região rural. Com seus monges, ele visitava as aldeias pagãs, pregava o Evangelho, derrubava templos e ídolos e construía igrejas. Onde encontrava resistência, fundava um mosteiro. Com os monges evangelizando pelo exemplo da caridade cristã, logo todo o povo se convertia. Dizem os escritos que, nessa época, havia recebido dons místicos, operando muitos prodígios em beneficio dos pobres e doentes que tanto amparava.              
Quando ficou vaga a diocese de Tours, em 371, o povo aclamou-o, unanimemente, para ser o bispo. Martinho aceitou, apesar de resistir no início. Mas não abandonou sua peregrinação apostólica: visitava todas as paróquias, zelava pelo culto e não desistiu de converter pagãos e exercer exemplarmente a caridade. Nas proximidades da cidade, fundou outro mosteiro, chamado de Marmoutier. E sua influência não se limitou a Tours, tendo se expandido por toda a França, tornando-o querido e amado por todo o povo.        
Martinho exerceu o bispado por vinte e cinco anos. Morreu, aos oitenta e um anos, na cidade de Candes, no dia 8 de novembro de 397. Sua festa é comemorada no dia 11, data em que foi sepultado na cidade de Tours. 
Venerado como são Martinho de Tours, ele se tornou o primeiro santo não mártir a receber culto oficial da Igreja e também um dos santos mais populares da Europa medieval.

 

 
Texto - Internet
SANTA ISABEL DA HUNGRIA
 
 
De estirpe real, pois foi filha de André e Gertrudes, reis da Hungria, nasceu em 1207 e recebeu no baptismo o nome de Isabel (Elisabeth), o qual significa ‘casa de Deus’. Aos quatro anos de idade viaja para a Alemanha onde crescerá juntamente com a família do seu noivo, Luís, príncipe da Turíngia e sucessor do rei da Turíngia, Hermano.
Dada a sua vida simples, piedosa e desligada das pompas da corte, concluíram que a menina não seria uma boa companheira para Luís. E por isso perseguiram-na e maltrataram-na, dentro e fora do palácio.
Luís, porém, era um cristão da fibra do pai. Logo percebeu o grande valor de Isabel. Não se impressionava com a pressão dos príncipes e tratou de se casar o quanto antes. O que aconteceu em 1221.
A Santa não recuava diante de nenhuma obra de caridade, por mais penosas que fossem as situações, e isso em grau heróico! Um dia, Luís surpreendeu-a com o avental repleto de alimentos para os pobres. Ela tentou esconder... Mas ele, delicadamente, insistiu e... milagre! Viu somente rosas brancas e vermelhas, em pleno Inverno. Feliz, guardou uma delas.
A sua vida de soberana não era fácil e frequentemente tinha que acompanhar o marido em longas e duras cavalgadas. Além disso tinha o cuidado dos filhos: Hermano, nascido em 1222; Sofia em de 1224 e Gertrudes em 1227.
Estava grávida de Gertrudes, quando descobriu que seu marido se comprometera com o Imperador Frederico II a seguir para a guerra das Cruzadas para libertar Jerusalém. Nova renúncia duríssima! E mais: antes mesmo de sair da Itália, o duque morre de febre, em 1227! Ela recebe a notícia ao dar à luz a menina.
Quando Luís ainda vivia, ele e Isabel receberam em Eisenach alguns dos primeiros franciscanos que chegavam à Alemanha por ordem do próprio São Francisco. Foi-lhes dado um conventinho. Assim, a Santa passou a conhecer o Poverello de Assis e este a ter frequentes notícias dela. Tornou-se mesmo membro da Família Franciscana, ingressando na Ordem Terceira que Francisco fundara para leigos solteiros e casados e sacerdotes seculares. Era, pois, mais que amiga dos frades. Chegou a receber de presente o manto do próprio São Francisco!
Morto o marido, os cunhados tramaram cruéis calúnias contra ela e expulsaram-na do castelo de Wartburg. E de tal forma apavoraram os habitantes da região, que ninguém teve coragem de acolher a pobre, com os pequeninos, em pleno Inverno. Duas servas fiéis acompanharam-na, Isentrudes e Guda.
De volta ao Palácio quando chegaram os restos mortais de Luís, Isabel passou a morar no castelo, mas vestida simplesmente e de preto, totalmente afastada das festas da corte. Com toda a naturalidade, voltou a dedicar-se aos pobres. Todavia, lá dentro dela o Senhor chamava-a para se doar ainda mais. Mandou construir um conventinho para os franciscanos em Marburg e lá foi morar com as suas servas fiéis. Compreendeu que tinha de resguardar os direitos dos filhos. Com grande dor, confiou os dois mais velhos para a vida da corte. Hermano era o herdeiro legítimo de Luís. A mais novinha foi entregue a um Mosteiro de Contemplativas, e acabou sendo Santa Gertrudes! Assim, livre de tudo e de todos, Isabel e suas companheiras professaram publicamente na Ordem Franciscana Secular e, revestidas de grosseira veste, passaram a viver em comunidade religiosa. O rei André mandou chamá-las, mas ela respondeu que estava de facto feliz. Por ordem do confessor, conservou algumas rendas, as quais reverteram para os pobres e sofredores.
Construiu um abrigo para as crianças órfãs, sobretudo defeituosas, como também hospícios para os mais pobres e abandonados. Naquele meio, ela sentia-se de facto rainha, mãe, irmã. Isso no mais puro amor a Cristo. No atendimento aos pobres, procurava ser criteriosa. Houve época, ainda no palácio, em que preferia distribuir alimentos para 900 pobres diariamente, em vez de lhes dar maior quantia mensalmente. É que eles não sabiam administrar. Recomendava sempre que trabalhassem e procurava criar condições para isso. Esforçava-se para que despertassem para a dignidade pessoal, como convém a cristãos. E são inúmeros os seus milagres em favor dos pobres!
De há muito que Isabel, repleta de Deus, era mais do céu do que da terra. A oração a arrebatava cada vez mais. As suas servas testemunharam que, nos últimos meses de vida, frequentemente uma luz celestial a envolvia. Assim chegou serena e plena de esperança à hora decisiva da passagem para o Pai. Recebeu com grande piedade o sacramento dos enfermos. Quando o seu confessor lhe perguntou se tinha algo a dispor sobre a herança, respondeu tranquila: "Minha herança é Jesus Cristo!" E assim nasceu para o céu! Era 17 de Novembro de 1231.
Sete anos depois, o Papa Gregório IX, de acordo com o Conselho dos Cardeais, canonizou solenemente Isabel. Foi em Perusa, no mesmo lugar da canonização de São Francisco, a 26 de Maio de 1235, Pentecostes. Mais tarde foi declarada Padroeira dos Irmãos da Ordem Franciscana Secular.
Frei Paulo Ferreira, OFM
 
 

terça-feira, 18 de março de 2014

São José 19 de Março 2014


 
 
 
 
 
19 de Março - Dia de São José

 
 
O culto a São José começou provavelmente no Egito, passando mais tarde para o Ocidente, onde hoje alcança grande popularidade. Em 1870, o papa Pio IX o proclamou "O Patrono da Igreja Universal" e, a partir de então, passou a ser cultuado no dia 19 de março.
Em 1955 Pio XII fixou o dia 1º de maio para "São José Operário, o trabalhador".
Descendente de Davi, São José era carpinteiro na Galiléia e comprometido com Maria. Segundo a tradição popular, a mão de Maria era aspirada por muitos pretendentes, porém, foi a José que ela foi concedida.
Quando Maria recebeu a anunciação do anjo Gabriel de que daria à luz ao Menino Jesus, José ficou bastante confuso porque apesar de não ter tomado parte na gravidez, confiava na fidelidade dela. Resolveu, então, terminar o noivado e deixá-la secretamente, sem comentar nada com ninguém. Porém, em um sonho, um anjo lhe apareceu e contou que o Menino era Filho de Deus e que ele deveria manter o casamento.
José esteve ao lado de Maria em todos os momentos, principalmente na hora do parto, que aconteceu em um estábulo, em Belém.
Quando Jesus tinha dois anos, José foi novamente avisado por um anjo que deveria fugir de Belém para o Egito, porque todas as crianças do sexo masculino estavam sendo exterminadas, por ordem de Herodes.
José, Maria e Jesus fugiram para o Egito e permaneceram lá até que um anjo avisasse da morte de Herodes.
Temendo um sucessor do tirano, José levou a familia para Nazaré, uma cidade da Galiléia.
Outro momento da vida de Cristo em que José aparece na condição de Seu guardião foi na celebração da Páscoa Judaica, em Jerusalém, quando Jesus tina 12 anos.
Em companhia de muitos de seus vizinhos, José e Maria voltavam para a Galiléia com a certeza de que Jesus estava no meio do grupo.
Ao chegar a noite e não terem notícias de seu filho, regressaram para Jerusalém em uma busca que durou 3 dias.
Para a surpresa do casal, Jesus foi encontrado no templo em meio aos doutores da lei mais eruditos, explicando coisas que o deixavam admirados.
Apesar da grande importância de José na vida de Jesus Cristo não há referências da data de sua morte. Acredita-se que José tenha morrido antes da crucificação de Cristo, quando este tinha 30 anos.
 
Fonte digital:
http://www.dci.org.br/santododia/