terça-feira, 28 de agosto de 2012

Santo Agostinho, bispo 28/08/2012









Ó eterna verdade e verdadeira caridade

e cara eternidade!

Instigado a voltar a mim mesmo, entrei em meu íntimo, sob tua guia e o consegui, porque tu te

fizeste meu auxílio (cf. Sl 29,11). Entrei e com certo olhar da alma, acima do olhar comum da

alma, acima de minha mente, vi a luz imutável. Não era como a luz terena e evidente para todo

ser humano. Diria muito pouco se afirmasse que era apenas uma luz muito, muito mais

brilhante do que a comum, ou tão intensa que penetrava todas as coisas. Não era assim, mas

outra coisa, inteiramente diferente de tudo isto. Também não estava acima de minha mente

como óleo sobre a água nem como o céu sobre a terra, mas mais alta, porque ela me fez, e eu,

mais baixo, porque feito por ela. Quem conhece a verdade, conhece esta luz.

Ó eterna verdade e verdadeira caridade e cara eternidade! Tu és o meu Deus, por ti suspiro dia e

noite. Desde que te conheci, tu me elevaste para ver que quem eu via, era, e eu, que via, ainda

não era. E reverberaste sobre a mesquinhez de minha pessoa, irradiando sobre mim com toda a

força. E eu tremia de amor e de horror. Vi-me longe de ti, no país da dessemelhança, como que

ouvindo tua voz lá do alto: “Eu sou o alimento dos grandes. Cresce e me comerás. Não me

mudarás em ti como o alimento de teu corpo, mas tu te mudarás em mim”.

E eu procurava o meio de obter forças, para tornar-me idôneo a te degustar e não o encontrava

até que abracei o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus (1Tm 2,5), que é

Deus acima de tudo, bendito pelos séculos (Rm 9,5). Ele me chamava e dizia: Eu sou o

caminho, a verdade e a vida (Jo 14,6). E o alimento que eu não era capaz de tomar se uniu à

minha carne, pois o Verbo se fez carne (Jo 1,14), para dar à nossa infância o leite de tua

sabedoria, pela qual tudo criaste.

Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu, fora. E

aí te procurava e lançava-me nada belo ante a beleza que tu criaste. Estavas comigo e eu não

contigo. Seguravam-me longe de ti as coisas que não existiriam, se não existissem em ti.

Chamaste, clamaste e rompeste minha surdez, brilhaste, resplandeceste e afugentaste minha

cegueira. Exalaste perfume e respirei. Agora anelo por ti. Provei-te, e tenho fome e sede.

Tocaste-me e ardi por tua paz.

Oração


Renovai, ó Deus, na vossa Igreja aquele espírito com o qual cumulastes o bispo Santo

Agostinho para que, repletos do mesmo espírito, só de vós tenhamos sede, fonte da verdadeira

sabedoria, e só a vós busquemos, autor do amor eterno. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso

Filho, na unidade do Espírito Santo.


Fonte Liturgia das Horas: Dos Livros das Confissões, de Santo Agostinho, bispo
























segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Santa Mônica e Santo Agostinho 27 e 28/08/2012












Santa Mônica

Mônica nasceu em 331 na cidade de Tagaste norte da África. Hoje em dia sua cidade natal se situaria na atual Argélia. Mônica nasceu no seio de uma família cristã e, contrariamente ao costume de sua época, foi-lhe permitido estudar, o que ela
aproveitou para ler e meditar a Sagrada Escritura. Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres. Ela os visitava com freqüência, levando conforto por meio da Palavra de Deus. Sua vida de esposa foi muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome Patrício, que a maltratava.
Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão. Encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo. E Deus recompensou sua dedicação pois ela pôde assistir ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer.Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. Agostinho foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas.
Mesmo dando bons conselhos e educando os filhos nos princípios da religião cristã, a vivacidade, inconstância e o espírito de insubordinação de Agostinho fizeram com que a sábia mãe adiasse o seu batismo, com receio que ele profanasse o sacramento.Isso provavelmente teria acontecido porque Agostinho, aos dezesseis anos, saindo de casa para continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios.
O coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava as orações e penitências. Certa vez ela foi pedir os conselhos de um bispo. Este a consolou dizendo:
“Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”.
Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica em Cartago. Mas, procurando fugir da vigilância da mãe aflita, às escondidas embarcou em um navio para Roma e depois para Milão, onde conseguiu o cargo de professor oficial de retórica. Mônica, desejando a todo custo ver a recuperação do filho, viajou também para Milão, onde, finalmente e aos poucos, terminou seu sofrimento.Isso porque Agostinho - no início por curiosidade e retórica, depois por interesse espiritual - tinha se tornado frequentador dos envolventes sermões de santo Ambrósio. Foi assim que Agostinho se converteu e recebeu o batismo, junto com seu filho Adeodato. Assim, Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas.
Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e logo depois faleceu. Era 27 de agosto de 387 e ela tinha cinqüenta e seis anos. Forte de ânimo, ardente na fé, firme na esperança, de inteligência brilhante, sensibilíssima às exigências da convivência, assídua na oração e na meditação da Sagrada Escritura, ela encarna o modelo de esposa ideal e mãe cristã.
As “Confissões” - uma das grandes obras escritas pelo Filho de Tantas Lágrimas - descrevem sua figura de mãe cristã e contemplativa, atenta aos desejos dos humildes e pobres. Agostinho converte-se, assim, no autêntico biógrafo de sua vida, dando-nos verdadeiras revelações de sua mãe. Ela é apresentada como uma boa mãe, eficaz sempre com todos e com uma profunda educação cristã. Mônica é uma mulher de grandes intuições e de extraordinária virtude natural e sobrenatural, admirável por sua particular fortaleza de ânimo, inteligência aguda, grande sensibilidade, respeitosa e paciente com todos.
O papa Alexandre III confirmou o tradicional culto a santa Mônica em 1153, quando a proclamou Padroeira das Mães Cristãs. A sua festa deve ser celebrada no mesmo dia em que morreu. O seu corpo, venerado durante séculos na igreja de Santa Áurea, em Óstia, em 1430 foi transladado para Roma e depositado na igreja de Santo Agostinho.

Santo Agostinho

Aurelius Augustinus, mais conhecido como SANTO AGOSTINHO nasce em TAGASTE DE NUMÍDIA, província romana ao norte da África em 13 de novembro de 354; primogênito do pagão Patrício e da fervorosa cristã Mônica. Criança alegre, buliçosa, entusiasta do jogo, travessa e amante da amizade, não gosta muito de estudar porque os mestres usam métodos agressivos e não são sinceros. Ante os adultos se revela como "um menino de grandes esperanças", com inteligência clara e coração inquieto.
Africano pela lei do solo, romano pela cultura e língua, e cristão por educação. AGOSTINHO, jovem, de temperamento impulsivo e veemente, se entrega com afinco ao estudo e aprende toda a ciência do seu tempo. Chega a ser brilhante professor de retórica em Cartago, Roma e Milão.

Sedento de Verdade e Felicidade

Em sua busca afanosa vive longos anos com ânimo disperso. Vazio de Deus e agarrado pelo pecado, a vontade "sequestrada", errante e peregrina, "enganado e enganador".
Mas, seu coração, sempre aberto à verdade, chega ao encontro da graça pelo caminho da interioridade, apoiado pelas orações de sua mãe, que na infância lhe havia marcado com o sinal da cruz.

Coração Sempre Jovem

Estando em Milão, no seu horto; uma voz infantil o anima - "TOMA E LÊ" - a ler as Escrituras, ficando de repente iluminada a sua inteligência com uma luz de segurança e satisfazendo o seu coração - CORAÇÃO HUMANO - coração grande de jovem; era o outono do ano 386.
Deixando a docência, retira-se a CASSICÍACO, recinto de paz e silêncio e põe em prática o Evangelho em profunda amizade compartilhada: vida de quietude, animada somente pela paixão à Verdade. Assim se prepara para ser batizado na Primavera de 387 por Santo Ambrósio.

Inspirador da Vida Religiosa

De novo em Tagaste - a mãe morre no porto de Roma - vende suas posses e projeta seu programa de vida comum: probreza, oração e trabalho. Por seus dotes naturais e títulos de graça, cresce em torno dele um grupo de amizade e funda para a história o Monacato Agostiniano.
No ano 391 é proclamado sacerdote pelo povo, e cinco anos mais tarde, os cristãos de Hipona o apresentam para o Episcopado. Consagrado BISPO DE HIPONA - título de serviço e não de honra - converte a sua residência em casa de oração e tribunal de causas. Inspirador da vida religiosa, pastor de almas, administrador de justiça, defensor da Fé e da Verdade. Prega e escreve de forma infatigável e condensa o pensamento do seu tempo.

O Primeiro Homem Moderno

Em 429 os vândalos, guiados por Genserico atravessam o Estreito de Gibraltar e atacam o norte africano. AGOSTINHO "cercado com o seu povo" sente amargura e luto, alenta o ânimo de seus fiéis e os convida à defesa. No terceiro mês do assédio, aos 76 anos de vida, em 28 de agosto de 430, começa a viver na Cidade de Deus uma vida mais nobre.



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

São Bartolomeu, apóstolo 24/08/2012











Neste dia, festejamos a santidade de vida de São Bartolomeu, apóstolo de Nosso Senhor Jesus Cristo, que na Bíblia é citado com o nome de Natanael (que significa dom de Deus). Os três Evangelhos sinópticos chamam-lhe sempre Bartolomeu ou Bar-Talmay (filho de Talmay em aramaico). Nasceu em Caná da Galiléia, naquela pequena aldeia onde Jesus transformou a água em vinho.


Bartolomeu é modelo para quem quer se deixar conduzir pelo Senhor, pois, assim encontramos no Evangelho de São João: "Filipe vai ter com Natanael e lhe diz: 'É Jesus, o filho de José de Nazaré'". Depois de externar sua sinceridade e aproximar-se do Cristo, Bartolomeu ouviu dos lábios do Mestre a sua principal característica: "Eis um verdadeiro israelita no qual não há fingimento" (Jo 1,47).
Pertencente ao número dos doze, São Bartolomeu conviveu com Jesus no tempo da vida pública e pôde contemplar no dia-a-dia o conteúdo de sua própria profissão de fé: "Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel". Depois da Paixão, glorificação do Verbo e grande derramamento do Espírito Santo em Pentecostes, conta-nos a Tradição que o apóstolo Bartolomeu teria evangelizado na Índia, passado para a Armênia e, neste local conseguido a conversão do rei Polímio, da esposa e de muitas outras pessoas, isto até deparar-se com invejosos sacerdotes pagãos, os quais martirizaram o santo apóstolo, após o arrancarem a pele, mas não o Céu, pois perseverou até o fim.
São Bartolomeu, rogai por nós!

Oração à São Bartolomeu

Glorioso São Bartolomeu, modelo sublime de virtude e puro frasco das graças do Senhor! Proteja este seu servo que humidamente se ajoelha a seus pés e implora que tenha a bondade de pedir por mim junto ao trono do Senhor.
São Bartolomeu, use todos os recursos para me proteger dos perigos que diariamente me rodeiam! Lance seu escudo protetor em minha volta e me proteja do meu egoísmo e de minha indiferença a Deus e ao meu vizinho.
São Bartolomeu , me inspire em imita-lo em todas as minhas ações. Derrame em mim suas graças para que eu possa servir e ver a Cristo nos outros e trabalhar para a Vossa maior gloria.
Graciosamente obtenha de Deus os favores e as graças que eu muito necessito, nas minha misérias e aflições da vida. Eu aqui invoco sua poderosa intercessão, confiante na esperança que ouvirás minhas orações e que obtenha para mim esta especial graça e favor que eu reclamo de seu poder e bondade fraternal, e com toda a minha alma imploro que me conceda a graça ...(mencionar aqui a graça desejada ), e ainda a graça da salvação de minha alma e para que eu viva e morra como filho de Deus, alcançando a doçura do Vosso amor e a eterna felicidade. Amem











quinta-feira, 23 de agosto de 2012

SANTA ROSA DE LIMA, VIRGEM 23/08/2012








SANTA ROSA DE LIMA, VIRGEM

Padroeira da América Latina

Festa

Nasceu em Lima (Peru) no ano 1586; já durante o tempo que viveu em sua casa, dedicou-se de modo invulgar à prática das virtudes cristãs; mas quando tomou o hábito da Ordem Terceira de São Domingos, fez os maiores progressos no caminho da penitência e da contemplação mística. Morreu no dia 24 de agosto de 1617.

Dos Escritos de Santa Rosa de Lima, virgem


Conheçamos a supereminente caridade da ciência de Cristo.
O Senhor Salvador levantou a voz e com incomparável majestade disse: “Saibam todos que
depois da tribulação se seguirá a graça; reconheçam que sem o peso das aflições não se pode
chegar ao cimo da graça; entendam que a medida dos carismas aumenta em proporção da
intensificação dos trabalhos. Acautelem-se os homens contra o erro e o engano; é esta a única
verdadeira escada do paraíso e sem a cruz não há caminho que leve ao céu”.
Ouvindo estas palavras, penetrou-me um forte ímpeto como de me colocar no meio da praça e
bradar a todos, de qualquer idade, sexo e condição: “Ouvi, povos; ouvi, gentes. A mandado de
Cristo, repetindo as palavras saídas de seus lábios, quero vos exortar: Não podemos obter a
graça, se não sofrermos aflições; cumpre acumular trabalhos sobre trabalhos, para alcançar a
íntima participação da natureza divina, a glória dos filhos de Deus e a perfeita felicidade da alma”.
O mesmo aguilhão me impelia a publicar a beleza da graça divina; isto me oprimia de angústia
e me fazia transpirar e ansiar. Parecia-me não poder mais conter a alma na prisão do corpo, sem
que, quebradas as cadeias, livre, só e com a maior agilidade fosse pelo mundo, dizendo: “Quem
dera que os mortais conhecessem o valor da graça divina, como é bela, nobre, preciosa; quantas
riquezas esconde em si, quantos tesouros, quanto júbilo e delícia! Sem dúvida, então, eles
empregariam todo o empenho e cuidado para encontrar penas e aflições! Iriam todos pela terra a
procurar, em vez de fortunas, os embaraços, moléstias e tormentos, a fim de possuir o
inestimável tesouro da graça. É esta a compra e o lucro final da paciência. Ninguém se queixaria da cruz nem dos sofrimentos que lhe adviriam talvez, se conhecessem a balança, onde
são pesados para serem distribuídos aos homens”.

Oração

Ó Deus, que inspirastes Santa Rosa de Lima, inflamada de amor, a deixar o mundo, a servir os
pobres e a viver em austera penitência, concedei-nos, por sua intercessão, seguir na terra os
vossos caminhos e gozar no céu as vossas delícias. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo. Amém

(Ad medicum Castilo: edit. L. Getino, La Patrona deAmérica, Madrid 1928, pp. 54-55) (Séc.XVI)



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Nossa Senhora Rainha 22/08/2012










Nossa Senhora, verdadeira Mãe de Jesus Cristo, Rei do Universo, é invocada hoje com o título de Rainha do Céu e da Terra. Antigamente a festa da realeza de Nossa Senhora era celebrada no dia 31 de maio. A liturgia sagrada já invoca a Mãe de Deus com os títulos de Rainha dos Anjos, dos Patriarcas, dos Profetas, dos Apóstolos, dos Mártires, dos Confessores, das Virgens, de todos os Santos, Rainha Imaculada, Rainha do Santíssimo Rosário, Rainha da Paz e Rainha Assunta ao Céu. Este título de Rainha exprime então o pensamento de a Santíssima Virgem se avantajar a todas as ordens de santidade e de virtude, Rainha dos meios que levam a Jesus Cristo, e de que, sendo Rainha assunta ao Céu, já era sobre a terra, isto é, Rainha reconhecida pela terra e pelo céu como sendo a criatura mais perfeita e mais avantajada em toda a santidade e semelhança de Deus Criador! Mas, quando falamos no título da Realeza de Maria Santíssima, trata-se da Realeza que Lhe cabe por direito como Soberana, deduzida das suas relações com Jesus Cristo, Rei por direito de tudo o criado, visível e invisível, no céu e na terra. Efetivamente as prerrogativas de Jesus Cristo tem todas os seus reflexos na Santíssima Virgem, Sua Mãe admirável: Assim Jesus Cristo é o Autor da graça, e Sua Mãe é a dispenseira e intercessora de todas as graças; Jesus Cristo está unido à Santíssima Virgem pelas suas relações de Filho e nós, corpo místico de Jesus Cristo, estamos também unidos a Sua Mãe pelas relações que Ela tem conosco como Mãe dos homens. E assim, pelo reflexo da Realeza de Jesus Cristo, seu filho, Ela é Rainha do céu e da terra, dos Anjos e dos homens, das famílias e dos corações, dos justos e dos pecadores que, na Sua Misericórdia real, encontram perdão e refúgio. Oh! Se os homens aceitassem, de verdade prática, a Realeza da Santíssima virgem, em todas as nações, em todos os Lares e realmente pelo seu governo maternal regulassem os interesses deste mundo material, buscando primeiro que tudo o Reino de Deus, o Reino de Maria Santíssima, obedecendo aos seus ditames e conselhos Reais, como depressa se mudaria a face da terra! Todas as heresias foram, em todos os tempos, vencidas pelo cetro da Santíssima Mãe de Deus. Nesses nossos tempos, tão conturbados pelas sumas das heresias, os homens debatem-se numa pavorosa luta em que vemos e apalpamos, da maneira mais trágica, serem insuficientes os meios humanos para restabelecer a paz na sociedade humana! De resto, demasiado puderam os homens a sua confiança nos sistemas sociais, nos meios do progresso científico, no poder das armas de destruição, no terrorismo, e tudo isso só serviu para o mundo assistir agora desorientado à maldição profetizada aos homens que põem a sua confiança nos homens, afastando-se de Deus e da ordem sobrenatural da graça! Maria Santíssima, Rainha do Céu e da terra, foi sempre a vencedora de todas as batalhas de Deus: Voltem-se os governantes do mundo para Ela e o Seu cetro fará triunfar a causa do bem, com o triunfo da Igreja e do Reino de Deus!


ENCÍCLICA DO PAPA PIO XII SOBRE A FESTA DE NOSSA SENHORA RAINHA

O Papa pio XII, em encíclica dirigida aos membros do episcopado a respeito da Realeza de Maria, recorda que o povo cristão sempre se dirigiu à Rainha do céu nas circunstâncias felizes e sobretudo nos períodos graves da história da Igreja. Antes de anunciar a sua decisão de instituir a festa litúrgica da “Santa Virgem Maria Rainha”, assinalou o Papa: “Não queremos propor com isso ao povo cristão uma nova verdade e acreditar, porque o próprio título e os argumentos que justificam a dignidade real de Maria já foram abundantemente formulados em todos os tempos e encontram nos documentos antigos da Igreja e nos livros litúrgicos. Tencionamos apenas chamá-lo com esta encíclica a renovar os louvores à nossa Mãe do céu, para reanimar em todos os espíritos uma devoção mais ardente e contribuir assim para o seu bem espiritual” Pio XII cita em seguida as palavras dos doutores e santos que desde a origem do Novo testamento até os nossos dias salientaram o caráter soberano, real, da Mãe de Deus, co-redentora: Santo Efrém, São Gregório de Naziano, Orígenes, Epifânio, Bispo de Constantinopla, São Germano, São João Damasceno, até Santo Afonso Maria de Ligório. Acentua o Santo Padre que o povo cristão através das idades, tanto no oriente quanto no ocidente, nas mais diversas liturgias, cantou os louvores de Maria, Rainha dos Céus. “A iconografia, disse o Papa, para traduzir a dignidade real da bem-aventurada Virgem Maria, enriqueceu-se em todas as épocas com obras de arte do maior valor. Ela chegou mesmo a representar o divino Redentor cingindo a fronte de sua Mãe com uma coroa refulgente”.Na última parte do documento o Papa declara que tendo adquirido, após longas e maduras reflexões, a convicção de que decorrerão para a Igreja grandes vantagens dessa verdade solidamente demonstrada”, decreta e institui a festa de Maria Rainha, e ordena que nesse dia se renove a consagração do gênero humano do Coração Imaculado na Bem-Aventurada Virgem Maria “porque nessa consagração repousa uma viva esperança de ver surgir uma era de felicidade que a paz cristã e o triunfo da religião alegrarão”.






Fonte: Página Oriente

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Papa Pio X 21/08/2012







Papa São Pio X  Giuseppe Melchiorre Sarto   (02/06/1835 - 20/08/1914)

Papa católico (1903-1914) nascido em Riese, Treviso, região da Itália então pertencente ao império austríaco, cuja atuação foi caracterizada por atitudes conservadoras e intransigentes.
O segundo de doze filhos, nasceu em uma família modesta, cujo o pai era funcionário pública e a mãe, costureira, depois de ingressar no Seminário de Pádua, foi consagrado padre em 18 de setembro (1858), em Castelfranco Veneto.
Foi nomeado Capelão de Tombolo, diocese de Treviso (1858) e, em seguida, foi pároco de Salzano, em Veneza (1867-1875), quando foi nomeado cônego da Catedral de Treviso, chanceler episcopal e diretor espiritual do Seminário, até ser nomeado bispo de Mântua (1884) pelo papa Leão XIII.
O mesmo Leão XIII nomeou-o Cardeal e Patriarca de Veneza (1893), como sucessor do cardeal Domenico Agostini, contudo, só pôde realizar o ingresso solene na cidade em 24 de novembro do ano seguinte, pois só então recebeu o exequatur do Governo italiano, que desfrutava de um direito de juspatronato sobre o Patriarcado veneziano.
Em Veneza ganhou muito prestígio no clero católico e entre os civis e, assim, foi eleito papa (1903). Indiferente às reformas sociais em curso, desenvolveu um papado extremamente conservador, concentrando sua atenção nos problemas apostólicos em defesa do catolicismo romano.
Com a encíclica O firme propósito permitiu que os católicos italianos participassem das eleições políticas. Dedicou-se particularmente à vida interna da Igreja para preservar a integridade da doutrina católica, ameaçada pelas novas correntes radicais no campo filosófico, teológico e bíblico, de inspiração modernista, e adotou rigorosas medidas contra eclesiásticos e leigos suspeitos de aderir a essa tendência.
Reprimiu diretamente o modernismo com a encíclica Pascendi Dominici gregis (1907), não aceitou os democratas-cristãos e rejeitou a separação entre a igreja e o estado.
Deu início à reforma e à reorganização da Cúria romana (1908) e excomungou (1909) o sacerdote R. Murri, animador do movimento da Democracia Cristã, e dissolveu (1910) o grupo francês do Sillon, liderado por Marc Sangnier. Incentivou a administração do sacramento da eucaristia, condenou a emancipação política e intelectual dos fiéis, e reformou a liturgia e a música sacra.
Tornou-se um dos precursores da Ação Católica, organização de jovens trabalhadores católicos voltada para a participação dos leigos no apostolado da hierarquia eclesiástica. Promoveu reformas litúrgicas e, também, desenvolveu a adaptação e a sistematização da lei canônica que resultou na publicação póstuma de um novo código, o Codex iuris canonici (1918), em Roma.
Em seu pontificado realizaram-se inovações relativas à administração dos sacramentos e à liturgia como decretos sobre a Eucaristia, reforma do canto gregoriano e do Breviário. Em resumo, um ato importante de seu pontificado foi a condenação dos erros e dos desvios, resumidos no termo modernismo, com a encíclica Pascendi Dominici Gregis (1907), porém sua principal obra foi o encaminhamento para uma nova codificação de todo o direito eclesiástico.
Foi substituído por Benedito XV (1914-1922); beatificado (1951); canonizado (1954) pelo papa Pio XII e é festejado em 21 de agosto.

.Fonte: http://www.sobiografias.hpg.ig.com.br/PPPio_10.html






segunda-feira, 20 de agosto de 2012

SÃO BERNARDO DE CLARAVAL 20/08/2012











SÃO BERNARDO DE CLARAVAL (1090-1153)


Bernardo de Claraval nasceu em Fontaine-lès-Dijon, Dijon, França, em 1090. Era filho de um vassalo do duque de Borgonha, ingressou em 1112 no mosteiro de Citeaux (Cister), onde se tornou monge. Encarregado pelo abade S. Harding de encontrar um lugar para fundar um novo mosteiro, indicou Clairvaux (Claraval), que em pouco tempo, sob sua direção, tornou-se o mais importante centro monástico cisterciense, com numerosas ramificações em toda a França. Defensor de uma rigorosa reforma da Igreja baseada na volta à pobreza evangélica, ao trabalho manual e à oração, Bernardo de Claraval participou também dos conflituosos fatos históricos de sua época, dividido até o fim de sua vida entre contemplação e ação, dialética que percorre ainda a múltipla variedade dos seus escritos. Durante o cisma (1130) entre o antipapa Anacleto II e o papa Inocêncio II, tomou a decidida defesa deste último, acompanhando-o em suas viagens à França, Alemanha e Itália, granjeando-lhe a confiança e a adesão do rei da França, Luís VI, do rei da Inglaterra, Henrique I, e de outros governantes europeus. Lutou contra Arnaldo de Brescia, recusando-se a compartilhar o modo como este denunciava os males da Igreja, especialmente a riqueza do clero.
Quando um discípulo, Eugênio III, foi eleito papa, dirigiu a ele o tratado "De consideratione" (Da consideração), em cinco livros, sobre os métodos para governar a Igreja. Foi justamente Eugênio III quem confiou a Bernardo de Claraval a pregação da segunda cruzada, anunciada em 1146 e malograda dois anos depois. No plano doutrinal, Bernardo combateu Abelardo e Gilberto de la Porée, desenvolvendo com eles uma polêmica apaixonada, não desprovida de tons bruscos e violentos.
Bernardo faleceu em Claraval, 1153, foi canonizado pelo papa Alexandre III (1174), foi proclamado doutor da Igreja pelo papa Pio VIII, em 1830.
A teologia de Bernardo de Claraval, ligada à tradição e às fontes patrísticas, revela-se profundamente embebida de sentido bíblico. A Escritura é para ele a palavra de Deus vivo na Igreja, a história da revelação do amor de Deus em Cristo e, como tal, é mais objeto de oração do que de estudo. Derivam daí não apenas uma espécie de experiência religiosa da Bíblia, que o leva a uma compreensão vivida de tudo o que ela contém, mas sobretudo o pathos e a poesia presentes em seus numerosos comentários da Bíblia. Seu programa de vida espiritual pode ser caracterizado como um itinerário que leva do pecado à glória, do conhecimento de si ao retorno a Deus: um "retorno a Deus" que se realiza a partir da humildade, ou antes do reconhecimento da própria miséria e pobreza.
Espírito contemplativo dos mais originais, Bernardo de Claraval é considerado o doutor do monaquismo cisterciense (Doutor Melífluo), do qual estabeleceu em fórmulas definitivas o ideal de vida que viria a progredir tanto nos séculos seguintes. Dentre suas obras, devem ser lembradas sobretudo os "Sermones" (Sermões) e os tratados "De diligendo Deo" (Do amor divino) e "De gradibus humilitatis et superbiae" (Graus da humildade e da soberba), além de um copioso epistolário com cerca de 500 cartas. A invocação da Salve Rainha, é fruto de sua profunda e apaixonada devoção a Nossa Senhora: "Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria".