segunda-feira, 30 de julho de 2012

São Pedro Crisólogo 30/07/2012






Pedro Crisólogo, Pedro “das palavras de ouro”, pois, é exatamente este o significado do seu sobrenome, dado sabiamente pelo povo e pelo qual se tornou conhecido para sempre. Ele nasceu em Ímola, uma província de Ravena, não muito distante de Roma, no ano 380. E mereceu este título, assim como os outros que a Igreja lhe concedeu.


Filho de pais cristãos, foi educado na fé e cedo ordenado diácono. Considerado um dos maiores pregadores da história da Igreja, era assistido, frequentemente, pela imperatriz romana Galla Plácida e seus filhos. Ela o fez seu conselheiro pessoal e, em 424, influenciou para que ele se tornasse o arcediácono de Ravena. Numa época em que a cidade era a capital do Império Romano no Ocidente e, também, a metrópole eclesiástica.

Mais tarde, o próprio imperador romano, Valentiniano III, filho de Galla Plácida, indicou-o para ser o bispo de Ravena. Em 433, Pedro Crisólogo tornou-se o primeiro bispo ocidental a ocupar essa diocese, sendo consagrado pessoalmente pelo papa Xisto III.

Pedro Crisólogo escreveu, no total, cento e setenta e seis homilias de cunho popular, pelas quais dogmas e liturgias foram explicados de forma simples, direta, objetiva e muito atrativa, proporcionando incontáveis conversões.

Em 448, recebeu a importante visita de um ilustre bispo do seu tempo, Germano de Auxerre, que fatidicamente adoeceu e, assistido por ele, morreu em Ravena. Também defendeu a autoridade do papa, então Leão I, o Grande, sobre a questão monofisita, que pregava Cristo em uma só natureza. Essa heresia, vinda do Oriente, propagava-se perigosamente, mas foi resolvida nos concílios de Éfeso e Calcedônia.

Pedro Crisólogo morreu na sua cidade natal, numa data incerta. Alguns historiadores dizem que foi em 31 de julho de 451, mas ele é venerado pela Igreja no dia 30 de julho de 450, data mais provável do seu falecimento.

A autoria dos seus célebres sermões, ricos em doutrina, conferiu-lhe outro título, o de doutor da Igreja, concedido em 1729 pelo papa Bento XIII. São Pedro Crisólogo, ainda hoje, é considerado um modelo de contato com o povo e um exemplo de amor à pregação do Evangelho, o ideal de pastor para a Igreja.



Fonte:

sábado, 28 de julho de 2012

Santa Marta 29/07/2012








Santa Marta


Marta, irmã de São Lazarus e Maria de Bethany,( no oeste também chamada de Margareth), perto de Jerusalém e é a padroeira da cozinheiras e donas de casa. Ela era a anfitriã e a dona da casa por ser a irmã mais velha. Quando Jesus se hospedava em sua casa, em Bethany, Marta era solícita e cuidava do seu bem estar. Em uma visita, recorda Lucas no seu evangelho, Marta reclamou que Maria ficava sentada ouvindo Jesus, deixando-a com todo o trabalho. Jesus respondeu em tom de brincadeira, " foi Maria que escolheu a melhor parte". Assim Marta tornou-se o protótipo da ativista Cristã e Maria o símbolo da vida contemplativa. Assim Marta foi a única que foi procurar Jesus, quando Lázaro morreu, enquanto Maria ficou em casa .A tradição diz ainda que, para aqueles que diziam que já era tarde e que Lázaro já estava morto, Marta retrucou energicamente "que não tinha a menor importância e que Jesus iria cura-lo". E de fato quando Jesus chegou Lázaro já estava enterrado e seu corpo já apresentava sinais de putrefação, mas Marta não se abalou, e com enorme fé, pediu a Jesus para cura-lo e este foi o maior dos milagres de Jesus.
Mais ainda: Ela disse a Jesus que acreditava que o Senhor Pai daria a ele o que pedisse. Em resposta aquela fé inabalável, ela foi a primeira a ouvir de Jesus a sua mais profunda revelação. Quando Marta disse que ela acreditava que seu irmão iria se levantar de novo, Jesus disse a Marta: "Eu sou a ressurreição e a vida, aquele que crê em mim viverá mesmo que ele morra, e todos que vivem e crêem em mim, nunca morrerão."
"Voce acredita nisto ?" perguntou Jesus a Marta, e ela respondeu: "Sim meu Senhor, eu acredito que Voce é o Messias e o Filho de Deus."
A tradição diz ainda que Marta foi com Maria e Lázaro para a França servindo de missionária em Provence.
Em outra versão Lázaro e suas irmãs vão para Chipre onde ele se torna bispo de Kition ou Lanarka. As suas supostas relíquias teriam sido transladadas para Constantinopla e varias igrejas e capelas foram erigidas em sua honra na Síria. A Basílica de São Lázaro, santo padroeiro de Lanarka, construída em 890 DC era um templo cristão do quinto século no qual existia um sarcófago com a com a inscrição: "Lazarus, o amigo de Cristo". Isto reforça a tradição que ele viveu sua "segunda vida ressuscitado" em Kition, Lanarka.
A tradição diz ainda que Santa Marta é protetora das falsas preocupações e superstições.
Isto no Brasil, significaria proteção contra: mau olhado, inveja, pragas, bruxarias, descarrego e outras superstições para as quais ela oferece um escudo impenetrável.

Ela é a padroeira das donas de casa.

Sua festa é celebrada no dia 29 de julho.



sexta-feira, 27 de julho de 2012

Fruto do Espírito Santo IIº 27/07/2012






Fruto do Espírito Santo II


Paciência, Afabilidade, Bondade



“Nisto é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos” (Jo 15,8), acrescentando logo a seguir: “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça”(Jo 15,16). “...Quem permanecer em Mim e eu nele, esse dá muito fruto” (Jo 15,5). Esse fruto será tanto mais abundante e saboroso quanto mais docilmente o ramo se deixar podar e limpar pelo Vinhateiro, aceitando generosa e amorosamente as provações e humilhações que ele enviar. “E podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto (Jo 15,2).” “A Paciência é uma disposição da alma que nos permite suportar com serenidade, por amor a Deus e em união com o Senhor, os sofrimentos físicos e morais. São Paulo em Col 3,12 nos diz: “Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência.” “Paciência significa “ser fiel até o fim. Virtude que consiste em suportar dores, infortúnios, amolações com resignação.” Pela paciência vamos aprendendo a ver as coisas como Deus as vê. “Se, pois, ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra.” (Cl 3,1-2)”. “O fruto espiritual da Afabilidade nos ajuda a ver, no outro, um outro Cristo. “Tudo aquilo que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles.” A afabilidade, produzida em nós pelo operar discreto do Espírito Santo é a execução generosa desse desejo, desse propósito interior de fazermos o bem a todos.” “O fruto da afabilidade nos ajuda a ver, no outro, um outro Cristo. E isso desperta em nós a Misericórdia, cria em nós um coração compassivo, interessado em amar esse “outro Cristo”, e fazer-lhe o bem.” “A Bondade é uma maneira de amar que se mostra em uma maneira gentil e delicada de comportamento. É ser como Deus. Tornamo-nos gentis quando nos abandonamos ao amor de Deus por nós, quando procuramos crescer no nosso relacionamento com ele.” “A alma inteiramente entregue à ação do Espírito Santo, e particularmente dos dons, sabe-se amada. Então, encontra-se inteiramente submersa no amor e transborda ela própria de amor a Deus e ao próximo. Converte-se de certa forma em amor.” “Feliz a alma que é transformada assim pelo Amor divino! Já não pode senão amar, amar com um amor profundo e absolutamente sobrenatural, que a leva a desejar o bem dos seus irmãos, o bem espiritual das suas almas, e a estar disposta, como o próprio Jesus, a derramar todo o seu sangue por eles, a dar por eles mil vidas.” É necessário darmos espaço à ação do Espírito Santo em nós para que ele ordene a nossa vida ativa da fé e o fruto do seu Espírito flua em nós com abundância e plenitude.



Texto – Revistas Brasil Cristão - 2008; A Ação do Espírito Santo na Alma – Alexis Riaud; Comunidade Cristã e Adoração – J. Lange – A. Cushing

Pesquisa - Graziela


Continua no próximo sábado














quinta-feira, 26 de julho de 2012

San'tana e São Joaquim 26/07/2012 Avós de Jesus







Vós os conhecereis pelos seus frutos




Estava determinado que a Virgem Mãe de Deus iria nascer de Ana. Por isso, a natureza
não ousou antecipar o germe da graça, mas permaneceu sem dar o próprio fruto até que
a graça produzisse o seu. De fato, convinha que fosse primogênita aquela de quem
nasceria o primogênito de toda a criação, no qual todas as coisas têm a sua consistência
(cf. Cl 1,17).
Ó casal feliz, Joaquim e Ana! A vós toda a criação se sente devedora. Pois foi por vosso
intermédio que a criatura ofereceu ao Criador o mais valioso de todos os dons, isto é, a
mãe pura, a única que era digna do Criador.
Alegra-te, Ana estéril, que nunca foste mãe, exulta e regozija-te, tu que nunca deste à
luz (Is 54,1). Rejubila-te, Joaquim, porque de tua filha nasceu para nós um menino, foi-
nos dado um filho; o nome que lhe foi dado é: Anjo do grande conselho, salvação do
mundo inteiro, Deus forte (Cf. Is 9,5). Este menino é Deus.
Ó casal feliz, Joaquim e Ana, sem qualquer mancha! Sereis conhecidos pelo fruto de
vossas entranhas, como disse o Senhor certa vez: Vós os conhecereis pelos seus frutos
(Mt 7,16). Estabelecestes o vosso modo de viver da maneira mais agradável a Deus e
digno daquela que de vós nasceu. Na vossa casta e santa convivência educastes a pérola
da virgindade, aquela que havia de ser virgem antes do parto, virgem no parto e
continuaria virgem depois do parto; aquela que, de maneira única, conservaria sempre a
virgindade, tanto em seu corpo como em seu coração.
Ó castíssimo casal, Joaquim e Ana! Conservando a castidade prescrita pela lei natural,
alcançastes de Deus aquilo que supera a natureza: gerastes para o mundo a mãe de
Deus, que foi mãe sem a participação de homem algum. Levando, ao longo de vossa
existência, uma vida santa e piedosa, gerastes uma filha que é superior aos anjos e agora
é rainha dos anjos.
Ó formosíssima e dulcíssima jovem! Ó filha de Adão e Mãe de Deus! Felizes o pai e a
mãe que te geraram! Felizes os braços que te carregaram e os lábios que te beijaram
castamente, ou seja, unicamente os lábios de teus pais, para que sempre e em tudo
conservasses a perfeita virgindade! Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos,
exultai e cantai salmos (cf. Sl 97,4-5). Levantai vossa voz; clamai e não tenhais medo.

Dos Sermões de São João Damasceno, bispo

(Orat. 6, in Nativitatem B. Mariae V., 2.4.5.6:PG 96, 663.667.670)

(Séc.VIII)

São Tiago Maior (Apóstolo) 25/07/2012








Nascido em Betsaida, este apóstolo do Senhor era filho de Zebedeu e de Salomé e irmão do apóstolo João, o Evangelista.

Pescador juntamente com seu irmão João, foi chamado por Jesus a ser discípulo d'Ele. Aceitou o chamado do Mestre e, deixando tudo, seguiu os passos do Senhor.
Dentre os doze apóstolos, São Tiago foi um grande amigo de Nosso Senhor fazendo parte daquele grupo mais íntimo de Jesus (formado por Pedro, Tiago e João) testemunhando, assim, milagres e acontecimentos como a cura da sogra de Pedro, a Transfiguração de Jesus, entre outros.
Procurou viver com fidelidade o seu discipulado. No entanto, foi somente após a vinda do Espírito Santo em Pentecostes que São Tiago correspondeu concretamente aos desígnios de Deus. No livro dos Atos dos Apóstolos, vemos o belo testemunho de São Tiago, o primeiro dentre os doze apóstolos a derramar o próprio sangue pela causa do Evangelho:
"Por aquele tempo, o rei Herodes tomou medidas visando maltratar alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João" (At 12,1-2).
Segundo uma tradição, antes de ser martirizado, São Tiago abraçou um carcereiro desejando-lhe "a Paz de Cristo". Este gesto converteu o carcereiro que, assumindo a fé em Jesus, foi martirizado juntamente com o apóstolo.
Existe ainda outra tradição sobre os lugares em que São Tiago passou, levando a Boa Nova do Reino. Dentre estes lugares, a Espanha onde, a partir do Século IX, teve início a devoção a São Tiago de Compostela.





São Tiago Maior, rogai por nós!













segunda-feira, 23 de julho de 2012

Santa Brígida, copadroeira da Europa, viveu entre os anos 1303 e 1373, no século XIV 23/07/2012











Queridos irmãos e irmãs,


Na fervorosa vigília do Grande Jubileu do Ano 2000, o Venerável Servo de Deus João Paulo II proclamou Santa Brígida da Suécia copadroeira de toda a Europa. Nesta manhã, desejo apresentar a figura, a mensagem, e as razões pelas quais essa santa mulher tem muito a ensinar – ainda hoje – à Igreja e ao mundo.

Conhecemos bem os acontecimentos da vida de Santa Brígida, porque os seus pais espirituais redigiram a sua biografia para promover o processo de canonização logo após sua morte, ocorrida em 1373. Brígida nasceu setenta anos antes, em 1303, em Finster, na Suécia, uma nação do Norte europeu que, já fazia três séculos, havia acolhido a fé cristã com o mesmo entusiasmo com que a santa a tinha recebido de seus pais, pessoas muito piedosas, pertencentes a nobres famílias próximas à Casa real.

Podemos distinguir dois períodos na vida desta santa.

O primeiro é caracterizado pela sua condição de mulher alegremente casada. O marido chamava-se Ulf e era governador de um importante distrito do reino da Suécia. O matrimônio durou 28 anos, até a morte de Ulf. Nasceram oito filhos, dos quais a segunda, Karin (Catarina), é venerada como santa. Isso é um sinal eloquente do compromisso educativo de Brígida em relação a seus próprios filhos. Além disso, a sua sabedoria pedagógica foi apreciada a tal ponto que o rei da Suécia, Magnus, chamou-a à corte durante um certo período, com a missão de introduzir a sua jovem esposa, Bianca de Namur, na cultura sueca.
Brígida, espiritualmente conduzida por um douto religioso que a iniciou no estudo das escrituras, exerceu uma influência muito positiva sobre a sua família que, graças à sua presença, tornou-se uma verdadeira "igreja doméstica". Juntamente com o marido, adotou a Regra dos Terciários franciscanos. Praticava com generosidade obras de caridade em favor dos indigentes; fundou também um hospital. Próximo à sua esposa, Ulf aprendeu a melhorar o seu caráter e a progredir na vida cristã. Ao retornar de uma longa peregrinação a Santiago de Compostela, feita em 1341 juntamente com outros membros da família, os esposos amadureceram o projeto de viver em continência; mas, pouco tempo depois, na paz de um mosteiro ao qual havia se retirado, Ulf concluiu a sua vida terrena.
Esse primeiro período da vida de Brígida ajuda-nos a apreciar aquela que hoje podemos definir como uma autêntica "espiritualidade conjugal": unidos, os esposos cristãos podem percorrer um caminho de santidade, sustentados pela graça do Sacramento do Matrimônio. Não poucas vezes, exatamente como aconteceu na vida de Santa Brígida e Ulf, é a mulher que, com a sua sensibilidade religiosa, com a delicadeza e a doçura pode fazer o marido percorrer um caminho de fé. Penso com reconhecimento em tantas mulheres que, dia após dia, ainda hoje iluminam as próprias famílias com o seu testemunho de vida cristã. Possa o Espírito do Senhor suscitar também hoje a santidade dos esposos cristãos, para mostrar ao mundo a beleza do matrimônio vivido segundo os valores do Evangelho: o amor, a ternura, o auxílio recíproco, a fecundidade na geração e na educação dos filhos, a abertura e a solidariedade com relação ao mundo, a participação na vida da Igreja.
Quando Brígida torna-se viúva, inicia-se o segundo período da sua vida. Renunciou a outras núpcias para aprofundar a união com o Senhor através da oração, penitência e obras de caridade. Também as viúvas cristãs, portanto, podem encontrar nessa santa um modelo a seguir. Com efeito, Brígida, com a morte do marido, após ter distribuído os seus bens aos pobres, mesmo sem ter feito a consagração religiosa, estabeleceu-se junto ao mosteiro cisterciense de Alvastra. Ali começaram as revelações divinas, que a acompanharam durante todo o resto de sua vida. Essas foram ditadas por Brígida a seus secretários-confessores, que as traduziram do sueco para o italiano em uma edição de oito livros, intitulados Revelationes (Revelações). A esses livros, une-se também um suplemento, que é intitulado precisamente Revelationes extravagantes (Revelações suplementares).
As Revelações de Santa Brígida apresentam um conteúdo e um estilo muito variado. Às vezes, a revelação apresenta-se sob a forma de diálogos entre as Pessoas divinas, a Virgem, os santos e também os demônios; diálogos nos quais também Brígida intervém. Outra vezes, ao contrário, trata-se do relato de uma visão particular; e, em outras, é narrado ainda aquilo que a Virgem Maria lhe revela acerca da vida e dos mistérios do Filho. O valor das Revelações de Santa Brígida, por vezes objeto de algumas dúvidas, foi precisado pelo Venerável João Paulo II na Carta Spes Aedificandi: "Não há dúvida que a Igreja, ao reconhecer a santidade de Brígida, mesmo sem se pronunciar sobre cada uma das revelações, acolheu a autenticidade do conjunto da sua experiência interior" (n. 5).
De fato, lendo as Revelações, somos interpelados sobre muitos temas importantes. Por exemplo, retornam frequentemente as descrições, com detalhes bastante realistas, da paixão de Cristo, pela qual Brígida teve sempre uma devoção privilegiada, contemplando nessa o amor infinito de Deus pelos homens. Na boca do Senhor que fala, ela coloca com audácia estas comoventes palavras: "Ó meus amigos, amo tão ternamente as minhas ovelhas que, se fosse possível, desejaria morrer tantas outras vez, por cada uma dessas, por aquela mesma morte que sofri para a redenção de todas" (Revelationes, Livro I, c. 59). Também a dolorosa maternidade de Maria, que a tornou Mediadora e Mãe de misericórdia, é um argumento que aparece frequentemente nas Revelações.
Recebendo esses carismas, Brígida era consciente de ser destinatária de um grande dom de predileção da parte do Senhor: "Filha minha – lemos no primeiro livro das Revelações –, escolhi a ti para mim, ama-me com todo o teu coração [...] mais do que tudo o que existe no mundo" (c. 1). De resto, Brígida bem sabia, e estava firmemente convencida, de que todo o carisma é destinado a edificar a Igreja. Exatamente por esse motivo, não poucas das suas revelações eram destinadas, sob a forma de admoestações também severas, aos fiéis de seu tempo, incluídas as Autoridades religiosas e políticas, para que vivessem coerentemente a sua vida cristã; mas fazia isso sempre com uma abordagem respeitosa e de fidelidade plena ao Magistério da Igreja, em particular ao Sucessor do Apóstolo Pedro.
Em 1349, Brígida deixou para sempre a Suécia e foi em peregrinação a Roma. Não somente buscava participar do Jubileu de 1350, mas desejava também obter do Papa a aprovação da Regra de uma Ordem Religiosa que pretendia fundar, em honra ao Santo Salvador, e composta por monges e monjas sob a autoridade da abadessa. Esse é um elemento que não deve surpreender-nos: na Idade Média, existiam fundações monásticas com um ramo masculino e um ramo feminino, mas com a prática da mesma regra monástica, que previa a direção da Abadessa. De fato, na grande tradição cristã, à mulher é reconhecida uma dignidade própria, e – sempre sob o exemplo de Maria, Rainha dos Apóstolos – um lugar próprio na Igreja, que, sem coincidir com o sacerdócio ordenado, é igualmente importante para o crescimento espiritual da Comunidade. Além disso, a colaboração dos consagrados e consagradas, sempre no respeito da sua específica vocação, reveste-se de grande importância no mundo de hoje.
Em Roma, na companhia da filha Karin (Catarina), Brígida dedicou-se a uma vida de intenso apostolado e de oração. E, de Roma, partiu em peregrinação a diversos santuários italianos, em particular a Assis, pátria de São Francisco, pelo qual Brígida nutriu sempre grande devoção. Finalmente, em 1371, coroou o seu maior desejo: a viagem à Terra Santa, para onde foi em companhia dos seus filhos espirituais, um grupo que Brígida chamava de "os amigos de Deus".
Durante aqueles anos, os Pontífices encontravam-se em Avignon, distante de Roma: Brígida dirigiu-se severamente a eles, a fim de que voltassem à sé de Pedro, na Cidade Eterna.
Morreu em 1373, antes que o Papa Gregório XI retornasse definitivamente para Roma. Foi sepultada provisoriamente na igreja romana de San Lorenzo in Panisperna, mas, em 1374, os seus filhos Birger e Karin a levaram de volta para a pátria, ao mosteiro de Vadstena, sede da Ordem religiosa fundada por Santa Brígida, que teve subitamente uma notável expansão. Em 1391, o Papa Bonifácio IX canonizou-a solenemente.
A santidade de Brígida, caracterizada pela multiplicidade dos dons e das experiências que desejei recordar nesse breve perfil biográfico-espiritual, tornam-na uma figura eminente na história da Europa. Proveniente da Escandinávia, Santa Brígida testemunha como o cristianismo havia profundamente permeado a vida de todos os povos deste Continente. Declarando-a copadroeira da Europa, o Papa João Paulo II desejou que Santa Brígida – que viveu no século XIV, quando a cristandade ocidental não era ainda ferida pela divisão – pudesse interceder eficazmente junto a Deus para obter a graça tão desejada da plena unidade de todos os cristãos. Por essa mesma intenção, que tanto está presente em nossos corações, e para que a Europa saiba sempre alimentar-se das próprias raízes cristãs, desejamos rezar, queridos irmãos e irmãs, invocando a poderosa intercessão de Santa Brígida da Suécia, fiel discípula de Deus e copadroeira da Europa.


Fonte: Papa Bento XVI

sábado, 21 de julho de 2012

Frutos do Espírito Santo Iº 21/07/2012







O Espírito Santo nos guia para as alturas de Deus, para que possamos viver já nesta terra a semente da vida divina que está em nós.”

O fruto do Espírito são perfeições que o Espírito Santo forma em nós como primícias da glória eterna. A Igreja enumera: "caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança.” (Gl 5,22-23

CARIDADE

Refere-se ao interesse e a busca do bem maior de outra pessoa, sem nada querer em troca. Em (Rm 5,5) "E a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado". Também em (Ef 5,2) “Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor.” Ainda em (Cl 3,14) “Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição."
O Apóstolo S. Paulo traçou um quadro incomparável da caridade: "A caridade é paciente, a caridade é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta" (l Cor 13,4-7).
"A caridade nunca acabará. As profecias cessarão, as línguas também cessarão e a ciência findará. Por ora subsistem estas três: a fé, a esperança e a caridade, mas a maior delas é a caridade." (1 Cor 13, 8.13)

Alegria

É exuberância e sensação de bem-estar. É termos uma canção dentro de nós. A Sagrada Escritura nos exorta frequentemente a cantar. Os cristãos cheios do Espírito Santo sempre irrompem em exclamações de alegria. Seja alegre porque o reino de Deus está em sua vida. A alegria é estarmos eternamente felizes causada por todas as experiências de amor em Jesus. A profunda alegria da vida vem de amarmos e sermos amados. “Amar a Jesus e ser amado por ele é fonte de toda a alegria.”

PAZ

É o primeiro fruto do Espírito Santo que notamos em nós, é a consequência lógica de nosso relacionamento com Deus. Ela faz parte de nossa vida quando temos a certeza que estamos realizando a Vontade de Deus. Foi a herança que Jesus ressuscitado deixou para nós (Jo 14, 27: “Deixo-vos a paz”).
Para o homem comum só é possível conhecer a paz na ausência de guerra. Mas a verdadeira paz é possível, ainda que o homem esteja cercado de inimigos, pois ela se origina em Deus, e está firmada pela declaração de vitória de Cristo: “No mundo tereis aflições... Coragem! eu venci o mundo.” (Jo. 16:33)
Os inimigos não representam ameaça real para quem está em segurança. Ter a paz não é estar passivo, mas confiante. Quem tem a paz está sempre tranquilo, conhece a sua força; não precisa andar armado nem construir um muro ao seu redor para autodefesa. A paz permite que o homem não se torne suscetível, medroso.
Quem tem a paz não faz inimigos, não anda irado, e é tranquilizador, estando sempre preparado para as adversidades e até mesmo para ser odiado.”
Jesus diz: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo dá. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração (Jo 14,27).
“A paz que vem de Cristo é algo totalmente distinto. É a paz em nossos corações que vem da plenitude de nossa vida com Deus. A paz vem da aceitação primária do amor de Jesus. A paz é fruto do amor que Jesus tem por nós.”
Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constitui para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça" (Jo 15,16). Esse fruto será tanto mais abundante e saboroso quanto mais docilmente o ramo se deixar podar e limpar pelo Vinhateiro Divino (Jesus), aceitando generosamente os pedidos que Ele nos fizer.

Fonte: Texto – Catecismo da Igreja Católica, Bíblia, Comunidade Cristã e Adoração (J. Lange – A. Cushing)

Imagem – Arquivo particular e Google






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